Quando fui sair de casa hoje minha mãe me perguntou duas coisas: "passou protetor solar?, "vai ouvindo música mesmo, e se alguém te roubar?". Disse a ela que já estava quase de noite e que se alguém me parasse eu daria o celular sem pensar duas vezes. (rebelde o menino, não?)
Vi os carros passarem lentos, os pássaros voarem rápido, a igreja vazia vazia, e o sacrário sempre lá, disponível, como abraço de mãe...
Sentei no banco e rezei.
Pedi o que sempre peço há séculos. Mas hoje, diferente, tinha um gosto de saudade em cada palavra que dizia (involuntariamente, mesmo que em pensamento apenas).
O CD já tocava pela metade quando saí. Era a trilha sonora perfeita pra um filme ameno, para um dia nublado como foi hoje de tarde.
A grama da praça estava incrivelmente verde quando passei andando pelo meio fio dos canteiros. Depois foi só calçada velha, quebrada... Continuei mesmo assim.
E numa encruzilhada, bastou virar o quarteirão para me deparar com o motivo que me fez escrever esse texto todo. Motivo que agora enquanto digito se esvai por entre duas montanhas (acho que são as de Itabaiana).
Foi o sol, minha gente! Mas não qualquer sol: aquele amarelo, com vergonha de se avermelhar. E tudo o que eu queria era mesmo estar ali, naquela outra praça velha (mas que moldura perfeita!), de chinelos mesmo, mas de rosto iluminado.
A caminhada, caminhar em direção ao sol vale.